domingo, 31 de maio de 2015

AS AVOS QUE ME PERDOEM!

   

      
       Você casa, constitui uma família, seus filhos crescem ai você se dá conta que os anos passaram e novamente está como tudo começou... Só!
      Você começa agora se sentir velha... Mas sua cabeça continua novinha como sempre foi, só que o corpo já não mais obedece.
             Ai vem a grande satisfação! Vou ser avó!  
            Está é uma grande ilusão achando que vai criar os netos como criou os filhos. Isto porque segundo o ditado popular ser avo é ser mãe duas vezes. Mentira e engano, seu tempo passou, agora é a vez dos filhos!
           Só se é mãe uma vez !
           O seu filho você veste como quer, repreende quando necessário e não se sente na obrigação de dar satisfação a ninguém, nem mesmo ao pai uma vez que ficando em casa o dia todo (quando não trabalha fora) você tem que se fazer respeitar e não esperar que o pai chegue para contar as astucia dos filhos durante o dia e reclama-los.
          Quanto aos netos tudo acontece de uma maneira contrária. E se você quiser criar conflito entre o casal, comece interferir na criação dos netos. Ai você vai ouvir o que não tem vontade e criar situações desagradáveis, uma vez que sua nora, genro e filhos não ficam  nem um pouco satisfeitos com tal atitude, e abertamente podem dizer:  “O pai sou eu, a mãe sou eu “quem cria sou eu”.
       Na verdade a função dos avos é brincar, dar carinho, amor, socorrer nas horas difíceis, tomar conta se os pais trabalhares e não conseguir colocar numa creche ou não tiver condições de contratar uma babá.
       Quando o casal estiver numa dificuldade socorra. “Mas não dê opinião! É pra isso que servem os avos.
       Quando der amor, CUIDADO você pode estragar a criança!
       Se for reclamar alguma coisa CUIDADA ele (a) não é seu filho (a) e suas experiências já estão ultrapassadas. (E você só sabe reclamar).
       Nunca esqueça que seu acesso é restrito e limitado.
       Portanto queridos avos, amem seus netos sem limites, mas com atitudes limitadas.
       Lembre que quando criamos nossos filhos agíamos da mesma forma. Portanto deixe seus netos serem criados por seus filhos da forma que bem entenderem.
       Você os educou, a lição ficou, eles aprenderam!
       Você não precisa continuar em ação. A nossa missão foi cumprida, agora é a vez deles, deixe-os saborear este momento de pai e mãe sem causar aborrecimentos.
       Desfrutemos os melhores momentos, aproveitando e revivendo nos netos os momentos passados com os filhos.
       

        
          

              

quinta-feira, 21 de maio de 2015

UM DIA E HORA ERRADA

Você se arruma toda, se enche de alegria e sai para visitar alguém que sempre lhe foi muito intima e que por ela  tem grande apresso. Os laços de sangue não determinam o amor e a amizade entre as pessoas
    Ao toque da companhia o abraço fraterno e a frase costumeira: “Está tudo bem?” E logo após os cumprimentos uma frase que deixa qualquer um desconcentrado. _” Sabe um dia que você não está pra nada?! Este dia pra mim é hoje! Naquele momento você sente que sua presença não é nada agradável e sente vontade de sair dali correndo. _ “Espera só um pouquinho. Logo que terminar de arrumar minhas unhas conversaremos! "(Falou a anfitriã).
    Durante o tempo de espera o silêncio é predominante, nem uma palavra. Uma frase aqui outra ali (ela comentava com a amiga que tinha ido comigo) E eu continuo lá como se estivesse invisível.
 Em um dado momento levanta-se e diz: _ “Vou fazer um cafezinho”. A esta altura já não havia mais clima para que eu nós continuássemos naquele ambiente. Prontamente comuniquei que não se preocupasse com o café uma vez a demora era pouca, pois precisava sair para visitar outra amiga. E assim o fiz. Deixei passar mais uns cinco minutinhos, me despedi e logo em seguida nos retiramos. Na verdade arrependida de ter saído para visita-lá.

domingo, 3 de maio de 2015

COMO A MAIORIA...



UM ENGANADOR



       A menina era estudiosa, dedicada, caseira, vivia para estudar e trabalhar.
       O seu sonho era terminar seus estudos e ter sua independência.
       Casamento nunca fez parte dos seus sonhos. Isto porque nunca gostou de ser dependente e ter sua liberdade condicionada, embora tivesse um comportamento invejável.
       Um dia por infelicidade conheceu um jovem. Este a cortejou e a fez acreditar em tudo que falava. Pois parecia ser uma pessoa confiável.
       Suas promessas eram tão convincentes que jamais se duvidaria das mesmas.
       Eu não quero uma esposa para lavar e cozinhar, isto é um absurdo. Dizia ele
       Eu quero uma amiga, companheira, para sairmos juntos, compartilharmos a vida juntos. Uma mulher não pode ficar em casa só para, lavar, cozinhar e tomar conta os filhos. Ela precisa ter sua independência, sua vida...
       E ela inexperientes acreditou, pois ele foi o primeiro e único namorado.
       Abriu mão de todos os seus sonhos, ideais...
       Logo nos primeiros meses de casada começo ver que havia caído numa cilada.
       Quando falava em trabalhar ele colocava vários empecilhos. Uma verdadeira pressão psicológica.
       Os primeiros meses foram tortuosos, ele não conversava, mantinha-se sempre calado, dava bom dia e boa noite e já era o bastante.
      Ela muito comunicativa, professora...sofreu muito com aquele silêncio
       Nunca saiam e quando isto acontecia, ele a deixava sozinha e ia para outro lado.
       Hoje sua vida é lavar, cozinhar... Quase não sai. E quando isto acontece é só.
       Os filhos cresceram, casaram e ela voltou a mesma solidão do começo.
       Poucas pessoas conhecem o esposo. Muitos pensam que ela é viúva, separada ou mãe solteira.
       Depois de velho está pior ainda, pois passa a maior parte do dia no trabalho e na rua, só entra em casa para dormir e fazer as refeições, isto quando não as faz por onde anda.
       Não dá para entender como uma pessoa passa 40 anos ao lado de uma pessoa como esta.
       Acredito que seja por acomodação!





domingo, 26 de abril de 2015

EU SOU DO MEU AMADO, MEU AMADO É MEU


NINGUÉM É DE NINGUÉM


       Provérbios 18:22 diz que : "O homem que encontra uma esposa acha uma coisa boa e recebeu do Senhor um grande tesouro".
    Claro ele encontra uma ama e pelos seus serviços ele não vai pagar nada.
        Baseada nas palavras do Senhor muitos dizem: “Bendita a mulher que      encontra um bom esposo.
    Realmente, existem bons homens e mulheres também.
    Mais eu me pergunto: “onde estão as princesas e os príncipes encantados?
    Principalmente nos dias atuais onde tudo é muito passageiro.
    Realmente muito entristece ver casamentos pomposos, sonhos, ilusões...logo se desfazerem.
    No decorrer de alguns anos (às vezes não muitos) vêm às decepções, traições, cobranças, insatisfações e todo aquele juramento perante Deus e o homem torna-se banal e insignificante e tudo se desfaz.
    Unidos até que a morte os separe... Amar-te eternamente... Já nada mais significa diante do tempo que muito desgasta.
    E quando a união dura um tempo maior os cuidados já não são os mesmos. Ela é aquela que lava, passa, e cuida dos afazeres domésticos, já não tem mais atrativo e dar-se uma acomodação. Eles tornam-se enjoado e muitas vezes insuportável
    E aquele que acreditou que o amor seria realmente pra sempre sofre ao perceber que nada mais significa para aquele que jurava amar de verdade!

    ( Com você pode ter sido ou vai ser diferente: quem sabe !      
     Sonhar é o que nos anima a cada dia)
                                                                                                                            

domingo, 19 de abril de 2015

SÓ RESTA RECORDAR

                                     
      SAUDADE NÃO MATA MAIS DÓI          

        Quem não tem recordações do tempo de infância?
        Foram eles os meus melhores momentos.
        Aos sete anos, fomos morar num lugarejo chamado Boa Vista, 
       Corríamos livres pelas calçadas e pelas ruas. Quase não  havia carros, era tudo muito tranqüilo e quieto.
      Todos se conheciam, amizade existia de verdade.
      Éramos três, eu e mais  dois irmãos,  ambos mais novos,  diferença   apenas  de um ano e meio de um para o outro.
       Minha  mãe  sempre dedicada  aos trabalhos   domésticos e cuidados  estremo conosco.
      Meu pai homem pacato, simples, bom homem e  bom pai.
      Como eram doce e suave as manhãs, logo  cedo minha mãe me  arrumava para ir a escola.  Na época era a única existente naquele lugarejo. GRUPO ESCOLAR TEODÓSIO DE OLIVEDO LEDO, ficava perto da nossa casa.
       Minha primeira professora chamava-se Leda, com que carinho tratava a todos e eu lhe queria muito bem.
       Guardo  uma  leve  recordação da  sua fisionomia,  era  alva como  a neve,  os cabelos quase longos os quais faziam uns cachos nas pontas,    costume daquela época.
       Minha segunda professora chamava-se  Daquia.  Uma senhora meio robusta, cabelos pretos, tinha o rosto bonito. Esta nunca simpatizou comigo, parece que eu era muito levada  e com certeza lhe d ava muito trabalho    (na verdade eu era uma criança sonsa, ou seja, quieta na frente das dos professores e  levada quando  estes não estavam presente.)
      Bem no centro do vilarejo havia e ainda há uma igreja, os muitos degraus  que dão para as portas principais, serviam para brincamos de subir e descer, apostando carreira.
      A festa do padroeiro ( BOM JESUS)  era muito bonita.  Uma  semana de  festa; Parque infantil, barracas com muita comida e um cachorro  quente  recheado   de galinha de capoeira que ao lembrar ainda dá água na boca.
      Uma boa parte dos vestidos das meninas eram confeccionados em Campina e ficavam  escondidos para serem mostrados apenas no dia da festa, cada dia um vestido, cada um mais bonito que outro.    
      Era um verdadeiro desfile de moda infantil e de adultos também.
      Um grande pavilhão era montado bem na frente da igreja, onde se comia e se bebia  a  vontade e  para  arrecadarem  mais  dinheiro,  faziam-se grandes  leilões com  toda  aquela  gente.  
      E  os mais  ( poderosos)   faziam  questão de   esnobar, dando cada vez mais lances mais altos.    
     Naquela época eu não entendia nada daquilo, apenas me divertia muito com toda aquela criançada. Minha infância foi um sonho bom!

quinta-feira, 2 de abril de 2015

CARMA, ESPIAÇÃ , MISSÃO OU O QUE ?


                                          Sua vida foi sempre assim:
          Das primas era a mais pobre e para ser aceita sempre fazia de tudo para agradar, mais nunca foi querida no meio da parentela.
             Para não ser a única analfabeta da família cursou uma faculdade, porém nunca trabalhou na sua profissão.
            Entre os dez irmãos foi à única que cursou uma faculdade... e a única pobre da família.
           A filha que tratou bem e cuidou melhor dos pais, porém a menos amada por sua mãe.
           Entre os irmãos foi à única que sempre tratou todos muito bem nunca se desentendem com nenhum deles. No entanto é como se não existisse, não davam a mínima pra ela, moravam  todos na mesma cidade, passavam na frente de sua casa e nunca paravam para fazer-lhe uma visita.
           Foi uma professora competente, todos a elogiavam. Chegou abrir três escolas ( em períodos diferentes) mais não prosperaram, com menos de três anos se fazia necessário o fechamento.
          Como artesã tudo que fazia enchia os olhos que quem via, seus trabalhos eram perfeitos. Crochê,  pintura, bordado. Mais nunca conseguia vender o que fazia. Era incrível  não dava para acreditar, todos achavam os trabalhos maravilhosos mas na hora de comprar, ninguém comprava por menor que fosse preço .
          Como mãe dedicou-se, todos os esforços foram feitos para dar o melhor aos filhos.  Não conseguiu ser amadas por eles. É Aquela mãe que só serve pra servir, na hora que precisa está sozinha.
          Como esposa foi carinhosa, dedicada, anulou-se para dar o melhor de si. Sempre foi traída, nunca recebeu do marido um carinho por menor que fosse.
          Como amiga; leal, compreenciva e verdadeira. Mesmo assim não conseguiu durante sua passagem pelo planeta meia dúzia de amigos.
          Você lendo este texto chega-se a pensar que ele é ficção, mas não; esta mulher existiu! Eu a conheci de perto e muitas vezes a vi chorar ao contar suas historia e lamentar a pouca sorte. O que mais a angustiava era não entender os motivos dessas coisas.
          E com esta angustia e estes porquês, deixou o planeta.
         Que em outra dimensão possa encontrar respostas para todas as suas perguntas e lenitivo para suas angustias.
           
 
 
 
 

sábado, 28 de fevereiro de 2015

PORQUE VOCÊS ME ADOTARAM?

                                 
                                                                                              
         
     Casos como este acontecem diariamente sem que encontremos     respostas para determinadas atitudes.    
    Marcela era mãe de oito filhos. Com a doença do esposo precisou viajar para o sul a fim de cuidar melhor do esposo.    
    Antes de tudo ficar pronto para viagem  ficou  decidido  que  Anita  iria  ficar com a vizinha Cármen. Uma vez que seria  muito  difícil  cuidar de  oito crianças numa nova cidade grande e além do mais com o esposo enfermo.        Cármen registrou a pequena  Anita  e a  criou como filha,  dando-lhe amor, carinho e todos os mimos dados a um filho.     
   Tendo Marcela alguns parentes na cidade natal,  uma vez por outra vinha visitá-los , mais nunca se preocupava em visitar a filha que tinha doado.     
   Anita crescia e não conseguia entender o  motivo da doação; uma vez que sua  mãe podia  criar sete porque só ela tinha sido doada?  Até porque ela não era a mais nova  (porque  os mais novos  sempre merecem mais  cuidados e atenção).      
   Sempre que tomava conhecimento que os pais estavam na cidade seu coraçãozinho de criança sofria e desejava abraçá-los  e  aconchegar-se  no colo dos pais.
   Mas estes não demonstravam o menor sentimento de carinho pela pequena Anita.       
   O  tempo passou, Anita cresceu, casou teve três filhos mais não foi bem sucedida.  O casamento se desfez, os pais adotivos faleceram e ela se viu obrigada ir morar na casa dos pai.       
   Os irmãos não a reconheciam como irmã.
   Os pais por sua vez não ficaram nada satisfeitos com tal atitude.      
   As brigas em casa eram constantes e a angustia de Anita crescia cada vez mais por não entender o motivo de tal atitude por parte dos pais.         
   Muitas vezes pensou não ser filha do casal. Mais era sim!       
   Uma vez em meio a uma conversa com os pais ela perguntou: _ Pai o que eu tenho de bom? Ele a bom tom respondeu: Nada!      
   A  mãe por  sua vez  sentia a mesma  aversão que o pai. Na verdade eles nunca gostaram daquela criança.
   Com certeza a  rejeitaram desde o ventre.