domingo, 26 de abril de 2015

EU SOU DO MEU AMADO, MEU AMADO É MEU


NINGUÉM É DE NINGUÉM


       Provérbios 18:22 diz que : "O homem que encontra uma esposa acha uma coisa boa e recebeu do Senhor um grande tesouro".
    Claro ele encontra uma ama e pelos seus serviços ele não vai pagar nada.
        Baseada nas palavras do Senhor muitos dizem: “Bendita a mulher que      encontra um bom esposo.
    Realmente, existem bons homens e mulheres também.
    Mais eu me pergunto: “onde estão as princesas e os príncipes encantados?
    Principalmente nos dias atuais onde tudo é muito passageiro.
    Realmente muito entristece ver casamentos pomposos, sonhos, ilusões...logo se desfazerem.
    No decorrer de alguns anos (às vezes não muitos) vêm às decepções, traições, cobranças, insatisfações e todo aquele juramento perante Deus e o homem torna-se banal e insignificante e tudo se desfaz.
    Unidos até que a morte os separe... Amar-te eternamente... Já nada mais significa diante do tempo que muito desgasta.
    E quando a união dura um tempo maior os cuidados já não são os mesmos. Ela é aquela que lava, passa, e cuida dos afazeres domésticos, já não tem mais atrativo e dar-se uma acomodação. Eles tornam-se enjoado e muitas vezes insuportável
    E aquele que acreditou que o amor seria realmente pra sempre sofre ao perceber que nada mais significa para aquele que jurava amar de verdade!

    ( Com você pode ter sido ou vai ser diferente: quem sabe !      
     Sonhar é o que nos anima a cada dia)
                                                                                                                            

domingo, 19 de abril de 2015

SÓ RESTA RECORDAR

                                     
      SAUDADE NÃO MATA MAIS DÓI          

        Quem não tem recordações do tempo de infância?
        Foram eles os meus melhores momentos.
        Aos sete anos, fomos morar num lugarejo chamado Boa Vista, 
       Corríamos livres pelas calçadas e pelas ruas. Quase não  havia carros, era tudo muito tranqüilo e quieto.
      Todos se conheciam, amizade existia de verdade.
      Éramos três, eu e mais  dois irmãos,  ambos mais novos,  diferença   apenas  de um ano e meio de um para o outro.
       Minha  mãe  sempre dedicada  aos trabalhos   domésticos e cuidados  estremo conosco.
      Meu pai homem pacato, simples, bom homem e  bom pai.
      Como eram doce e suave as manhãs, logo  cedo minha mãe me  arrumava para ir a escola.  Na época era a única existente naquele lugarejo. GRUPO ESCOLAR TEODÓSIO DE OLIVEDO LEDO, ficava perto da nossa casa.
       Minha primeira professora chamava-se Leda, com que carinho tratava a todos e eu lhe queria muito bem.
       Guardo  uma  leve  recordação da  sua fisionomia,  era  alva como  a neve,  os cabelos quase longos os quais faziam uns cachos nas pontas,    costume daquela época.
       Minha segunda professora chamava-se  Daquia.  Uma senhora meio robusta, cabelos pretos, tinha o rosto bonito. Esta nunca simpatizou comigo, parece que eu era muito levada  e com certeza lhe d ava muito trabalho    (na verdade eu era uma criança sonsa, ou seja, quieta na frente das dos professores e  levada quando  estes não estavam presente.)
      Bem no centro do vilarejo havia e ainda há uma igreja, os muitos degraus  que dão para as portas principais, serviam para brincamos de subir e descer, apostando carreira.
      A festa do padroeiro ( BOM JESUS)  era muito bonita.  Uma  semana de  festa; Parque infantil, barracas com muita comida e um cachorro  quente  recheado   de galinha de capoeira que ao lembrar ainda dá água na boca.
      Uma boa parte dos vestidos das meninas eram confeccionados em Campina e ficavam  escondidos para serem mostrados apenas no dia da festa, cada dia um vestido, cada um mais bonito que outro.    
      Era um verdadeiro desfile de moda infantil e de adultos também.
      Um grande pavilhão era montado bem na frente da igreja, onde se comia e se bebia  a  vontade e  para  arrecadarem  mais  dinheiro,  faziam-se grandes  leilões com  toda  aquela  gente.  
      E  os mais  ( poderosos)   faziam  questão de   esnobar, dando cada vez mais lances mais altos.    
     Naquela época eu não entendia nada daquilo, apenas me divertia muito com toda aquela criançada. Minha infância foi um sonho bom!

quinta-feira, 2 de abril de 2015

CARMA, ESPIAÇÃ , MISSÃO OU O QUE ?


                                          Sua vida foi sempre assim:
          Das primas era a mais pobre e para ser aceita sempre fazia de tudo para agradar, mais nunca foi querida no meio da parentela.
             Para não ser a única analfabeta da família cursou uma faculdade, porém nunca trabalhou na sua profissão.
            Entre os dez irmãos foi à única que cursou uma faculdade... e a única pobre da família.
           A filha que tratou bem e cuidou melhor dos pais, porém a menos amada por sua mãe.
           Entre os irmãos foi à única que sempre tratou todos muito bem nunca se desentendem com nenhum deles. No entanto é como se não existisse, não davam a mínima pra ela, moravam  todos na mesma cidade, passavam na frente de sua casa e nunca paravam para fazer-lhe uma visita.
           Foi uma professora competente, todos a elogiavam. Chegou abrir três escolas ( em períodos diferentes) mais não prosperaram, com menos de três anos se fazia necessário o fechamento.
          Como artesã tudo que fazia enchia os olhos que quem via, seus trabalhos eram perfeitos. Crochê,  pintura, bordado. Mais nunca conseguia vender o que fazia. Era incrível  não dava para acreditar, todos achavam os trabalhos maravilhosos mas na hora de comprar, ninguém comprava por menor que fosse preço .
          Como mãe dedicou-se, todos os esforços foram feitos para dar o melhor aos filhos.  Não conseguiu ser amadas por eles. É Aquela mãe que só serve pra servir, na hora que precisa está sozinha.
          Como esposa foi carinhosa, dedicada, anulou-se para dar o melhor de si. Sempre foi traída, nunca recebeu do marido um carinho por menor que fosse.
          Como amiga; leal, compreenciva e verdadeira. Mesmo assim não conseguiu durante sua passagem pelo planeta meia dúzia de amigos.
          Você lendo este texto chega-se a pensar que ele é ficção, mas não; esta mulher existiu! Eu a conheci de perto e muitas vezes a vi chorar ao contar suas historia e lamentar a pouca sorte. O que mais a angustiava era não entender os motivos dessas coisas.
          E com esta angustia e estes porquês, deixou o planeta.
         Que em outra dimensão possa encontrar respostas para todas as suas perguntas e lenitivo para suas angustias.