segunda-feira, 25 de abril de 2011
terça-feira, 19 de abril de 2011
O MUNDO INTERIOR NA POESIA: Do Amor e da Morte
O MUNDO INTERIOR NA POESIA: Do Amor e da Morte: " Temos lábios tenros para o amor dentes afiados para a morte Concebemos filhos para o amor para a guerra os mandamos para a mort..."
Do Amor e da Morte
Temos lábios tenros para o amor
dentes afiados para a morte
Concebemos filhos para o amor
para a guerra os mandamos para a morte
dentes afiados para a morte
Concebemos filhos para o amor
para a guerra os mandamos para a morte
Levantamos casas para o amor
cidades bombardeamos para a morte
Plantamos a seara para o amor
racionamos o trigo para a morte
Florimos atalhos para o amor
rasgamos fronteiras para a morte
Escrevemos poemas para o amor
lavramos escrituras para a morte
O amor e a morte
somos
Casimiro de Brito, in "Telegramas"
O Amigo
Um amigo, o primeiro amigo
dentro da nuvem de um sonho.
O impossível toca-nos as mãos
subitamente — o fogo, a flor concêntrica
de planetas no exílio.
Na terra do silêncio
os frutos caem
de sua própria vontade.
2.
Ao coração das coisas,
ao jugo das cores da memória,
ao pequeno desvio da sombra no deserto,
ao amor que nos alimenta de morte, à morte
que morre connosco
opomos a infinita
constelação
dos nossos sentidos.
dentro da nuvem de um sonho.
O impossível toca-nos as mãos
subitamente — o fogo, a flor concêntrica
de planetas no exílio.
Na terra do silêncio
os frutos caem
de sua própria vontade.
2.
Ao coração das coisas,
ao jugo das cores da memória,
ao pequeno desvio da sombra no deserto,
ao amor que nos alimenta de morte, à morte
que morre connosco
opomos a infinita
constelação
dos nossos sentidos.
Casimiro de Brito, in "Jardins de Guerra"
terça-feira, 12 de abril de 2011
UM GRANDE E BOM AMIGO
Amigo!
Hoje, lembrei de você.
Lembrei dos momentos juntos,
Dos momentos ausentes,
Das conversas ao vento,
Sinto falta…Hoje, lembrei de você.
Lembrei dos momentos juntos,
Dos momentos ausentes,
Das conversas ao vento,
Da tua doce voz.
do teu sorriso belo e franco…
da tua mão segurando a minha
quando escorria o meu pranto.
Onde estás amigo?
Em que Estrela ou dimensão te encontras?
Quero revê-lo… toca-lo… repousar em teu colo…
voltar a dizer baixinho, só para você…
Te amo, amigo meu!
Em que Estrela ou dimensão te encontras?
Quero revê-lo… toca-lo… repousar em teu colo…
voltar a dizer baixinho, só para você…
Te amo, amigo meu!
Elza Portugal
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Um amigo verdadeiro não se encontra por ai, ele é solidificado atráves do tempo, da confiança, do carinho, da dedicação, do respeito, da solidariedade, da companhia, da sinceridade, do amor, da fraternidade, das horas boas compartinhadas juntos, das horas tristes divididas juntos, da compreeção, estar ao lado nas horas que mais se precisa, é acima de tudo merecer a nossa confiança e jamais nos trair.
Amigo é aquele que lhe diz não e você o entende, é aquele que corrige na hora que precisamos de correção, é aquele que sabe respeita-lo quando estas alterado, é aquele que invade sua privacidade porque confia plenamente em você.
Eu já tive uma amiga assim, mas com o passar do tempo, nos afastamos . Casamos e passamos a morar em cidades diferentes.
Depois ao retornar, nunca mais fomos as mesmas, embora sei e sinta que posso confiar e contar com ela nas horas difíceis, mas a correria do dia a dia e a distancia nos afasta e nada mais é como antes.
Hoje posso dizer que não tenho amiga, sou só, me sinto muito só.
Não tenho em quem confiar, não tenho com quem desabafar. E sinceramente isto não é bom.
Muitas e muitas vezes o remédio é chorar e falar sozinha e deixar o pensamento fluir.
Na verdade desde criança sempre fui aquela menina que sempre estava em todas as rodas, nunca com uma só pessoa.
Mesmo com o com a distância, e todos esses anos distantes uma da outra sei que, precisando serás a mesma de antes e contigo posso contar quando precisar.
Esta pagina é deicada a você minha prima e amiga Gleide, por todos os momentos que juntas compartilhamos e maravilhosamente vivemos e hoje recordamos.
Mesmo com o com a distância, e todos esses anos distantes uma da outra sei que, precisando serás a mesma de antes e contigo posso contar quando precisar.
Esta pagina é deicada a você minha prima e amiga Gleide, por todos os momentos que juntas compartilhamos e maravilhosamente vivemos e hoje recordamos.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
segunda-feira, 4 de abril de 2011
A AVO
(OLAVO BILAC)
A avó, que tem oitenta anos,
Está tão fraca e velhinha!...
Teve tantos desenganos !
Ficou branquinha, branquinha,
Com os desgostos humanos.
Hoje, na sua cadeira,
Repousa, pálida e fria,
Depois de tanta canseira:
E cochila todo o dia,
E cochila a noite inteira.
Às vezes, porém, o bando
Dos netos invade a sala ...
Entram rindo e papagueiando :
Este briga, aquele fala,
Aquele dança, pulando ...
A velha acorda sorrindo.
E a alegria a transfigura;
Seu rosto fica mais lindo,
Vendo tanta travessura,
E tanto barulho ouvindo.
Chama os netos adorados,
Beija-os, e, tremulamente,
Passa os dedos engelhados,
Lentamente, lentamente,
Por seus cabelos doirados.
Fica mais moça, e palpita,
E recupera a memória,
Quando um dos netinhos grita :
"Ó vovó ! conte uma história!
Conte uma história bonita!"
Então, com frases pausadas,
Conta histórias de quimeras,
Em que há palácios de fadas,
E feiticeiras, e feras,
E princesas encantadas ...
E os netinhos estremecem,
Os contos acompanhando,
E as travessuras esquecem,
- Até que, a fronte inclinando
Sobre o seu colo, adormecem ...
UM BEIJO
(Olavo Bilac)
Foste o beijo melhor da minha vida,
ou talvez o pior...Glória e tormento,
contigo à luz subi do firmamento,
contigo fui pela infernal descida!
Morreste, e o meu desejo não te olvida:
queimas-me o sangue, enches-me o pensamento,
e do teu gosto amargo me alimento,
e rolo-te na boca malferida.
Beijo extremo, meu prêmio e meu castigo,
batismo e extrema-unção, naquele instante
por que, feliz, eu não morri contigo?
Sinto-me o ardor, e o crepitar te escuto,
beijo divino! e anseio delirante,
na perpétua saudade de um minuto...
Foste o beijo melhor da minha vida,
ou talvez o pior...Glória e tormento,
contigo à luz subi do firmamento,
contigo fui pela infernal descida!
Morreste, e o meu desejo não te olvida:
queimas-me o sangue, enches-me o pensamento,
e do teu gosto amargo me alimento,
e rolo-te na boca malferida.
Beijo extremo, meu prêmio e meu castigo,
batismo e extrema-unção, naquele instante
por que, feliz, eu não morri contigo?
Sinto-me o ardor, e o crepitar te escuto,
beijo divino! e anseio delirante,
na perpétua saudade de um minuto...
O MUNDO ENCANTADO DA POESIA
Remorso (Olavo Bilac)
Às vezes, uma dor me desespera...
Nestas ânsias e dúvidas em que ando.
Cismo e padeço, neste outono, quando
Calculo o que perdi na primavera.
Versos e amores sufoquei calando,
Sem os gozar numa explosão sincera...
Ah! Mais cem vidas! com que ardor quisera
Mais viver, mais penar e amar cantando!
Sinto o que desperdicei na juventude;
Choro, neste começo de velhice,
Mártir da hipocrisia ou da virtude,
Os beijos que não tive por tolice,
Por timidez o que sofrer não pude,
E por pudor os versos que não disse!
sábado, 2 de abril de 2011
UM POUCO DE NADA
Sabe aquele dia que você reflete e não consegue coordenar nada?...
Aquele vazio onde você não encontra significado de nada nem pra nada?...
Aquele passado onde nada foi construindo?...
Este presente que não significa nada?...
Onde nada valeu nada?...
Onde viver e morrer melhor é partir?...
O que estou fazendo aqui?...
Onde errei e onde acertei?
pelo visto não acertei em nada....
Só fiz besteira o tempo todo....
Chego a triste conclusão que amor de mas estraga...
Essa balela de amor ...Conversa fiada...
Liga não...
Tudo passa...
E o bom é justamente isso
Tudo passa...
Pra que sofrer...
Liga não
Tudo passa...
Quem vai ligar pra tua dor?..
Sofrer não..
Eles não merece tuas lágrimas...
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