Marry e Marriane
eram irmãs gêmeas. Com a morte dos pais, os cinco irmãos se separaram, as duas ficaram
juntas e foram criadas um Tio que morava num lugarejo bem distante de onde ficaram
os outros irmão no Rio Grande do Norte.
Aos vinte e um anos Marry casou com o Sr. Amaral viúvo de três
casamentos, ele quarenta e dois anos
mais velho que ela.
A diferença de idades entre eles não foi problema, eles
se amavam e foram realmente muito felizes.
Mesmo com o casamento, as duas irmãs não se separaram.
Levavam uma vida tranquila naquele vilarejo pacato, onde todos se conheciam, se respeitavam e conservavam
as amizades coisa que hoje não mais se encontra.
O Sr. Amaral eram funcionário Publico da Rede Ferroviária Federal
Aos trinta e três anos Marry contraiu
uma febre tifo e veio a falecer, deixando quatro filhos; o mais velho com onze anos , a segunda nove,
o terceiro com seis e a caçula
com três anos.
Seis meses depois o Sr. Amaral adoeceu
e veio a falecer. Durante durante o período que de enfermidade Marrine cuidou do cunhado com zelo e
carinho, assim como dos sobrinhos também.
Com a morte do cunhado Marry e os quatro sobrinhos ficaram sem amparo e sem
saber o que fazer.
Uma coisa era certa; ela não ia
abandonar os sobrinhos por nada deste mundo. Não sabia como mais ia cuidar dos
quatro. E assim fez!
O Sr Amaral era dono de uma propriedade e
possuía algumas cabeças de cabras, galinhas, ovelhas etc. Mais naquele lugar
era impossível criar aquelas crianças. O que fazer?
Logo
apareceu um senhor, oportunista que propôs trocar as terras e as criações por
uma pequena e destiorada casinha no distrito ali perto, de pronto ela aceitou.
Ali ela
poderia trabalhar e criar os sobrinhos os quais considerava como filhos.
Estava
ela noiva quando a irmã e o cunhado faleceram, decidiu acabar o casamento para não dar padrasto aos meus filhos,
assim falava ela.
Com
muita dificuldade, cuidou destas crianças, nunca reclamou e fez o verdadeiro
papel de mãe e pai.
Nunca permitiu que as duas meninas
trabalhassem na casa de quem quer que fosse. Logo que chegou a ao lugarejo colocou os quatro na escola.
Eles
cresciam felizes e amparados por aquela
mulher de garra, determinada, corajosa . Ela fazia de tudo para que dentro de suas
possibilidades nada lhes faltasse.
No lugarejo
eram respeitados e faziam parte de todas as comemorações e vida social.
O mais velho logo que alcançou a maior idade
tirou a carteira de motorista, a segunda tornou-se professora, o terceiro filho
também motorista e a caçula aprendeu a bordar, suas mãos pareciam de fada, seus
trabalhos ficaram conhecidos e valorizado em toda a região.
Agora crescidos e trabalhando poderiam dar
aquela tia mãe uma vida melhor, era chegada a hora de retribuir todo o carinho,
cuidado e dedicação, e assim fizeram.
Mudaram-se para a cidade grande, ela agora não
precisaria mais trabalhar fora para mante-los.
Respeitada, admirada e amada por
todos, sua função de mãe continuava, chegaram os netos, bisnetos e aquela
avó dedicada amou e se preocupou com
todos eles.
Sua historia é digna de toda
admiração, respeito e gratidão.
Quem a conheceu a admirava e
respeitava.
Nunca reclamou e sempre agradecia a Deus por
tudo que tinha, principalmente pelos filhos que Deus lhe havia confiado .
Foi mãe sem nunca ter dado a luz, o que
para ela isto era irrelevante, pois se sentia
e era a verdadeira mãe. E assim foi tratada, amada e respeitada, pelos filhos, netos,
bisnetos, genros e noras.
Quando dizia: “por meus filhos eu faria tudo de novo” sua voz era forte, seus
olhos brilhavam e naquelas palavras sentia-se a imensidão do amor que a eles
dedicara e sentia.
Dizer obrigada
aquela nobre mulher por tudo que fez
por aquelas crianças, netos e bisnetos é pouco!
Ela renunciou
a se mesma por amor. e com muito amor e dignidade viveu todos os dias de sua vida
Ela foi e continuará
sendo Nobre,Guerreira,Corajosa, Determinada, Lembrada,respeitada invejada por todos.
Quem nesta
terra faria igual a Ela?