sábado, 28 de fevereiro de 2015

PORQUE VOCÊS ME ADOTARAM?

                                 
                                                                                              
         
     Casos como este acontecem diariamente sem que encontremos     respostas para determinadas atitudes.    
    Marcela era mãe de oito filhos. Com a doença do esposo precisou viajar para o sul a fim de cuidar melhor do esposo.    
    Antes de tudo ficar pronto para viagem  ficou  decidido  que  Anita  iria  ficar com a vizinha Cármen. Uma vez que seria  muito  difícil  cuidar de  oito crianças numa nova cidade grande e além do mais com o esposo enfermo.        Cármen registrou a pequena  Anita  e a  criou como filha,  dando-lhe amor, carinho e todos os mimos dados a um filho.     
   Tendo Marcela alguns parentes na cidade natal,  uma vez por outra vinha visitá-los , mais nunca se preocupava em visitar a filha que tinha doado.     
   Anita crescia e não conseguia entender o  motivo da doação; uma vez que sua  mãe podia  criar sete porque só ela tinha sido doada?  Até porque ela não era a mais nova  (porque  os mais novos  sempre merecem mais  cuidados e atenção).      
   Sempre que tomava conhecimento que os pais estavam na cidade seu coraçãozinho de criança sofria e desejava abraçá-los  e  aconchegar-se  no colo dos pais.
   Mas estes não demonstravam o menor sentimento de carinho pela pequena Anita.       
   O  tempo passou, Anita cresceu, casou teve três filhos mais não foi bem sucedida.  O casamento se desfez, os pais adotivos faleceram e ela se viu obrigada ir morar na casa dos pai.       
   Os irmãos não a reconheciam como irmã.
   Os pais por sua vez não ficaram nada satisfeitos com tal atitude.      
   As brigas em casa eram constantes e a angustia de Anita crescia cada vez mais por não entender o motivo de tal atitude por parte dos pais.         
   Muitas vezes pensou não ser filha do casal. Mais era sim!       
   Uma vez em meio a uma conversa com os pais ela perguntou: _ Pai o que eu tenho de bom? Ele a bom tom respondeu: Nada!      
   A  mãe por  sua vez  sentia a mesma  aversão que o pai. Na verdade eles nunca gostaram daquela criança.
   Com certeza a  rejeitaram desde o ventre.