domingo, 19 de abril de 2015

SÓ RESTA RECORDAR

                                     
      SAUDADE NÃO MATA MAIS DÓI          

        Quem não tem recordações do tempo de infância?
        Foram eles os meus melhores momentos.
        Aos sete anos, fomos morar num lugarejo chamado Boa Vista, 
       Corríamos livres pelas calçadas e pelas ruas. Quase não  havia carros, era tudo muito tranqüilo e quieto.
      Todos se conheciam, amizade existia de verdade.
      Éramos três, eu e mais  dois irmãos,  ambos mais novos,  diferença   apenas  de um ano e meio de um para o outro.
       Minha  mãe  sempre dedicada  aos trabalhos   domésticos e cuidados  estremo conosco.
      Meu pai homem pacato, simples, bom homem e  bom pai.
      Como eram doce e suave as manhãs, logo  cedo minha mãe me  arrumava para ir a escola.  Na época era a única existente naquele lugarejo. GRUPO ESCOLAR TEODÓSIO DE OLIVEDO LEDO, ficava perto da nossa casa.
       Minha primeira professora chamava-se Leda, com que carinho tratava a todos e eu lhe queria muito bem.
       Guardo  uma  leve  recordação da  sua fisionomia,  era  alva como  a neve,  os cabelos quase longos os quais faziam uns cachos nas pontas,    costume daquela época.
       Minha segunda professora chamava-se  Daquia.  Uma senhora meio robusta, cabelos pretos, tinha o rosto bonito. Esta nunca simpatizou comigo, parece que eu era muito levada  e com certeza lhe d ava muito trabalho    (na verdade eu era uma criança sonsa, ou seja, quieta na frente das dos professores e  levada quando  estes não estavam presente.)
      Bem no centro do vilarejo havia e ainda há uma igreja, os muitos degraus  que dão para as portas principais, serviam para brincamos de subir e descer, apostando carreira.
      A festa do padroeiro ( BOM JESUS)  era muito bonita.  Uma  semana de  festa; Parque infantil, barracas com muita comida e um cachorro  quente  recheado   de galinha de capoeira que ao lembrar ainda dá água na boca.
      Uma boa parte dos vestidos das meninas eram confeccionados em Campina e ficavam  escondidos para serem mostrados apenas no dia da festa, cada dia um vestido, cada um mais bonito que outro.    
      Era um verdadeiro desfile de moda infantil e de adultos também.
      Um grande pavilhão era montado bem na frente da igreja, onde se comia e se bebia  a  vontade e  para  arrecadarem  mais  dinheiro,  faziam-se grandes  leilões com  toda  aquela  gente.  
      E  os mais  ( poderosos)   faziam  questão de   esnobar, dando cada vez mais lances mais altos.    
     Naquela época eu não entendia nada daquilo, apenas me divertia muito com toda aquela criançada. Minha infância foi um sonho bom!

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